Como regularizar-se em Portugal em 2026 - após as alterações à Lei dos Estrangeiros

04/04/2026

Regularizar a situação em Portugal continua a ser uma das maiores dúvidas de quem chega ao país.


No entanto, após as alterações à Lei dos Estrangeiros e a reestruturação do sistema com a AIMA, o processo tornou-se mais exigente e menos flexível.


Em 2026, a regularização continua possível — mas depende cada vez mais de enquadramento legal prévio e correto.


Quem pode regularizar-se?


De forma geral, pode regularizar-se quem:


- entrou legalmente em Portugal

- possui atividade profissional comprovada

- reúne os requisitos previstos na lei


Contudo, ao contrário do que acontecia no passado, já não basta estar em território nacional e ter um contrato de trabalho.


Principais vias de regularização em 2026


Atualmente, as principais vias são:


1. Autorização de residência CPLP


A via CPLP continua a existir, mas passou a depender da entrada com visto válido.


Antes, era possível regularizar a situação dentro do país mediante manifestação de interesse;

Agora, a autorização só pode ser solicitada após entrada legal e com documentação completa, alinhada aos requisitos da lei.


Em termos práticos, a CPLP não é mais uma porta de regularização para quem já está irregular.


2. Reagrupamento familiar


O reagrupamento familiar continua a ser uma via válida para residentes legais em Portugal.


Exige:


- Prova de vínculo familiar

- Condições de alojamento adequadas

- Meios de subsistência suficientes


3. Vistos de residência (via consular)


Atualmente, muitos imigrantes precisam entrar com um visto adequado antes de solicitar residência, como:


Visto de trabalho (para profissionais qualificados)

Visto D7 (rendimentos próprios / aposentados)

Visto D8 (nómadas digitais)


Esta é a via mais segura e juridicamente robusta para evitar irregularidades.